domingo, 22 de fevereiro de 2009

Beldades do samba

A cada carnaval a fama - aliada a beleza, é claro - vem se tornando a característica mais requisitada para o posto de rainha (ou madrinha e seus afins) de Bateria das Escolas de samba.

Antigamente a ligação com a Escola de Samba, a raiz no samba e muito samba no pé - aliados a beleza é claro- já faziam uma mulher candidata ao posto de condutora do coração da Escola, a bateria.

É claro que isso não é regra, como comprova a Beija-Flor com Rayssa Oliveira, que já aos 15 anos se tornou Rainha.

Acho que podemos dividir em três as categorias de Rainha:

O primeiro caso é o que costumava reinar no passado, como foi exemplificado com a Beija-Flor, em que mulheres da comunidade eram escolhidas, por se acreditar, e é verdade, que elas se entregariam totalmente à escola.

O segundo é o mais comum hoje em dia, com as atrizes Globais, que em sua maioria não possuem relação íntima com o samba e com as escolas. Mas vale deixar bem claro que ser uma atriz-global-escolhida-pela-fama não quer dizer que a mulher não tenha samba no pé ou dedicação pela escola. Mas é o que quase sempre acontece. como exemplos: Paola Oliveira, linda, mas que não tem aquele jeitão de Rainha, desfilará pela Grande Rio e Natália Guimarães (a vice Miss Universo), com o mesmo perfil de Paola, sairá na Vila Isabel.

O terceiro caso tem como pesonificação Viviane Araújo; a boazuda, que tem muito samba no pé, todo ano é presença certa no desfile, mas que não tem grande ligação com uma só escola. É o jogador sem amor a camisa. Nesse exemplo também se encaixa Nana Gouvêa.

Em comum, os três tipos têm a beleza.

Só pra ser aquele chato que contextualiza e critíca tudo...

A predominância das famosas como Rainhas reflete o culto pela fama em nossa sociedade, em que ser ex-Big Brother é sinônimo de ser bem sucedido. Não critíco essas mulheres que aceitam ser rainhas, mas as Escolas que a cada dia parecem nos ensinar melhor o quanto ser famoso é importante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário