domingo, 5 de abril de 2009

Gangues do Senado

O local que deveria servir para a elaboração de projetos que melhorem a vida dos cidadãos hoje não passa de uma casa de apostas, na qual estão em jogo dinheiro, benefícios e cargos políticos. E o povo? Esse fica sem nada nas mãos.

É comum ouvirmos expressões com relação aos integrantes do senado como "A Turma do Sarney". Turma, no caso, é um grande eufemismo para as gangues que hoje se degladeiam em busco do melhor...para si mesmos.

Normalmente o bando é formado em torno de um líder, o qual possui influência e contatos; raramente caráter. Quando o líder deseja obter sucesso em uma votação seus capangas são embuídos de correr atrás do objetivo. Em troca, quando o chefão tem em mãos o poder de indicar, os candidatos mais prováveis a ocupar o cargo são seus seguidores. Em troca, o chefe terá um comparsa em um cargo importante.

Vez por outra as gangues se veem em conflito. Aí então nada melhor que uma negociação. Um favor no senado é uma bela moeda de troca.

Com tantos interesses em jogo, nos raros momentos em que as propostas são discutidas e votadas, os cidadãos não mais se perguntam "O que esse projeto mudará na minha vida caso aprovado?", mas "Em benefício de que - ou de quem - ele está sendo discutido?".

A solução então é desistir do congresso e votar em branco ou nulo? Seria o caminho mais simples e fácil; tentador. No entanto, vale mais a pena procurar os políticos decentes - se é que as duas palavras podem andar juntas - como a uma agulha num palheiro.

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