sábado, 23 de maio de 2009

Rua

As ruas da cidade do Rio de Janeiro são feitas de lar por muitas pessoas. Segundo as autoridades isso acontece porque a maioria desses cidadãos se recusa a ir para um abrigo, ou fogem deles.

Isso é fato. No entanto, os órgãos comepetentes usam essa realidade como forma de justificar a permanência dessas pessoas nas ruas. Como se elas gostassem de dormir em cima de um papelão, passando frio e a mercê dos perigos da noite de uma cidade grande.

Como medida emergencial, é preciso qualificar as instalações dos abrigos, assim como os profissionais que neles trabalham, para que as condições oferecidas compensem a saída das ruas dos que, por exemplo, permanecem nelas por proximidade do trabalho.

Aos viciados, que fazem das esquinas cariocas um reduto de tráfico e consumo de drogas, deve-se oferecer, além de um lar, tratamento.

Porém, essas seriam medidas emergenciais. Todos sabem que incentivar a educação, a fim de manter as crianças na escola, e possibilitar transporte rápido e barato aos trabalhadores que não têm como voltar para casa são - dentre outras- condições essenciais para que a ruas seja apenas local de passagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário