terça-feira, 26 de maio de 2009

Suspensa a lei de cotas

Foi suspensa no estado do Rio, por liminar, a lei de cotas, que reserva vagas nas universidades estaduais para estudantes negros, índios, egressos de escola pública e filhos de policiais e bombeiros.

Liminar atrás de liminar, provavelmente a lei vai gerar briga na justiça por bastante tempo. O que se pode extrair de bom é o debate sobre os prós e contras do assunto.

As cotas existem como forma do Estado compensar aos estudantes a falta de qualidade com a qual ele conviveu na escola durante toda a sua vida.

É claro que o ideal é um ensino básico e fundamental, público, de qualidade, que permita aos jovens de classes mais baixas concorrer em ingualdade com aqueles que foram agraciados com a possibilidade de uma escola particular ou das raras boas escolas públicas. Portanto, a cota social é valida, sim. Ainda mais porque a lei concede a esses estudantes uma bolsa, na maiorira dos casos essencial para que o universitário leve seus estudos a frente.

O grande problema é a cota racial. Que diferença tem a raça se duas pessoas de cores diferentes, de classe baixa estudaram na mesma escola pública ruim? O pressuposto é de que entre a quantidade de negros nas classes mais baixas é muito maior que a de brancos, por exemplo. Então excluem-se os brancos pobres, simplesmente porque eles tiveram o azar de nascer de pele clara, fazendo parte de uma minoria, tão desprivilegiada quanto a maioria de negros e pobres.

A distinção racial é um retrocesso no país que tem como marca principal a miscigenação de raças.

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