segunda-feira, 22 de junho de 2009

Lula é um poeta - segunda parte

(continuação)

Depois de convidar o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a visitar o país, Lula demonstrou que não está nem aí pra como outros líderes governam seus países. Se não há democracia, problema deles, o que importa é conseguir potenciais votos para o Conselho de segurança da ONU.

Apesar de ir contra a moral - minha e de todos os que protestaram contra a visita do ditador - a atitude do presidente brasileiro poderia até ser interpretada como inteligente, diplomática - eu diria oportunista. Enfim, a visita tinha até algum senso.

Ao comparar o maior protesto no Irã, desde a Revolução Islâmica, com uma briga entre torcedores de Vasco e Flamengo Lula extrapolou qualquer limite de razão. Mesmo quando tudo indica que houve mesmo fraude nas eleições iranianas nosso presidente diz que é choro de perdedor. Que diferença faz se são milhões de perdedores?

Não considero correto afirmar que as eleições foram fraudadas - apesar das evidências iniciais e da mobilização popular - antes de se ter uma análise completa, uma recontagem.

Por isso, não acho que Lula deveria ter sido completamente a favor da oposição em suas declarações. Não queria que o presidente declarasse que foi uma fraude absurda. Queria apenas que Lula se calasse, já que não é capaz de ponderar em um momento sensível de um país que parece se mobilizar pela liberdade.

Queria que Lula entoasse sua bela poesia muda.

Um comentário:

  1. Acredito eu que esse post vai precisar de uma terceira, quarta, quinta, sexta... zilionésima parte até o fim do mandato... que será quando mesmo/;?

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